VEXAME E VERGONHA TOTAL!

Botafogo sucumbiu na altitude e tem missão quase impossível para avançar na Sul-Americana

Franclim faz escolhas controversas na escalação, time dá vexame e perde por 6 a 1 para o Cienciano na ida das oitavas de final da Sul-Americana

Por Bárbara Mendonça — Rio de Janeiro



 

O objetivo dos times brasileiros na altitude costuma ser sempre o mesmo: se adaptar à maior velocidade da bola, gerenciar a falta de ar e sair esportivamente vivo. Não foi diferente para o Botafogo, nesta quinta-feira, pela ida das oitavas de final da Sul-Americana, contra o Cienciano. O time alvinegro, no entanto, sucumbiu em Cusco e foi goleado por 6 a 1 - e agora terá uma missão quase impossível, tendo que reverter uma desvantagem de cinco gols, se quiser avançar às quartas.

Franclim Carvalho optou por mandar a campo um time misto na defesa e no ataque, mas errou nas escolhas, leves em excesso e pouco combativas no meio. Ponte e Marçal assumiram as vagas nas laterais de Vitinho e Alex Telles, enquanto Matheus Martins e Kadir foram as opções no último terço.

Escalação do BotafogoWarleson; Ponte, Justino, Ferraresi e Marçal; Huguinho, Medina, Danilo e Montoro; Matheus Martins e Kadir.

Na entrevista coletiva, Franclim justificou as trocas dos laterais pelo estilo de jogo do Cienciano, que costuma abusar de cruzamentos na altitude. Na prática, as duas modificações saíram pela culatra, e os laterais foram pontos de desequilíbrio, permitindo bolas alçadas muitas vezes na área.

Aos sete minutos de jogo, Marçal já havia sinalizado falta de ar à comissão do Botafogo. Dos seis gols do Cienciano, quatro saíram de cruzamentos.

— Sabemos da dificuldade de jogar aqui, estávamos avisados do adversário, das bolas na área, falamos sobre isso, tentamos evitar, não conseguimos — afirmou o treinador.

No primeiro momento de apagão da defesa, Succar se livrou de Justino na marcação e mergulhou para cabecear, fazendo 1 a 0. 

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