Vasco superou expulsão, mostra espírito copeiro e poderia ter tido vantagem ainda maior
Mesmo com expulsão
de Barros no primeiro tempo, time vence o Vitória por 1 a 0 e leva a vantagem
para o segundo jogo das quartas de final da Copa do Brasil, em Salvador
Por Bruno Murito — Rio de Janeiro
O Vasco jogou
com um a menos desde os 17 minutos do primeiro tempo, mas mostrou muita
organização e competência para, mesmo assim, vencer o Vitória em São Januário
por 1 a 0. Com grande atuação da defesa e chances criadas no ataque, o placar
poderia ter sido ainda maior para o time de Pedro Emanuel.
A vitória vascaína teve o dedo do treinador Pedro Emanuel, mas também
foi decidida pelas mãos de Léo Jardim, o goleiro mais decisivo da Copa do
Brasil há três anos, e pelo pé esquerdo de Andrés Gómez, que marcou um golaço
em São Januário. Os dois times voltam a se enfrentar na próxima quarta, em
Salvador, quando vão decidir uma vaga na semifinal.
Com uma substituição ainda no primeiro tempo, Pedro Emanuel corrigiu os
problemas do Vasco e gerou problemas para Jair Ventura. O português deu o meio
de campo para o time adversário, que tem como maior força o ataque pelos lados.
O Vasco anulou os poderes da equipe baiana e gerou uma dor de cabeça para Jair
Ventura segurar Paulo Henrique, Gómez e Colidio nos contra-ataques.
E se o Vasco mostrou sérios problemas de concentração contra o
Palmeiras, a equipe reagiu após a expulsão de Barros e apresentou um espírito
copeiro, com 101% de concentração e empenho, fundamentais para a vitória por 1
a 0 — e que muitas vezes falta no Brasileirão.
O meio de campo foi essencial no esquema de Pedro Emanuel mesmo sem
Barros, com duas grandes atuações de Ramon Rique e Thiago Mendes. Os dois souberam
desarmar, mas principalmente manter o Vasco criativo com um jogador a menos.
A equipe vascaína poderia ter criado uma vantagem ainda maior. Spinelli
perdeu duas chances no primeiro tempo, uma em que o Vasco pediu pênalti, além
das finalizações de Colidio na trave e Puma por cima. Mas o time ainda pecou
principalmente no último passe para concluir as jogadas. Paulo Henrique, por
exemplo, não cruzou nem finalizou quando estava sozinho entrando na área.
Aos 23 min do 2º tempo - chute de dentro da área na trave de Facundo
Colidio do Vasco contra o Vitória
O Vitória finalizou mais que o Vasco, mas teve apenas uma grande chance
perdida, já no fim, salva por Léo Jardim. O lance aconteceu em um momento em
que o Vasco já vencia por 1 a 0 e havia recuado demais as linhas.
Pedro Emanuel optou por poupar alguns jogadores desgastados fisicamente.
O jogo desta quarta-feira foi importante para recuperar o ânimo e a confiança
do time depois da goleada sofrida para o Palmeiras, além de construir uma
vantagem importante para o jogo da volta, que poderia ter sido até maior.
O Vasco com Pedro Emanuel se tornou um time com padrão de jogo e, mesmo
com elenco curto, sabe se adaptar ao jogo do adversário com as opções que tem.
Os resultados apareceram nas copas, mas ainda não aconteceram no Brasileirão.
Para sábado, contra o Cruzeiro, jogo ainda mais importante que este contra o Vitória, é fundamental que o Vasco se mantenha com o espírito e a concentração que apresenta nos mata-matas. E a arquibancada será um jogador a mais para o time vascaíno, assim como foi nesta quarta-feira, em que carregou os jogadores com uma linda festa.

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