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Irônico, diretor da Ferrari dedica vitória na Hungria aos críticos da escuderia

Maurizio Arrivabene elogia estratégia na largada para poupar pneus e trabalho no paddock: "A equipe está unida, com os pés no chão e trabalhando muito"


Maurizio Arrivabene, chefe da Ferrari, no GP da Hungria (Foto: AFP)Maurizio Arrivabene, chefe da Ferrari, rindo à toa após a vitória no GP da Hungria (Foto: AFP)
O presidente da Fiat, e também da Ferrari, Sergio Marchionne, dedicou a vitória de Sebastian Vettelno emocionante GP da Hungria, neste domingo, à família de Jules Bianchi, piloto da academia da Ferrari, falecido dia 17, em decorrência do grave acidente sofrido a 5 de outubro no GP do Japão, com o carro da Manor.
Já o diretor da escuderia italiana, Maurizio Arrivabene, além de lembrar Bianchi, dedicou a conquista da Ferrari em Budapeste “aos que dizem muita estupidez do nosso time”. Parte da imprensa italiana já falava em novo fracasso este ano. O jovem Daniil Kvyat, 21 anos, e Daniel Ricciardo, ambos da RBR, completaram o pódio, em segundo e terceiro.
Depois de Vettel e seu companheiro, Kimi Raikkonen, não terem chegado ao pódio nas provas do Canadá e da Áustria, um início de crise se instalou na Ferrari. Até mesmo a torcida começou a dar sinais de resignação diante da superioridade absoluta da Mercedes, possível de ser percebida nos comentários às reportagens da grande mídia italiana.
E mesmo o pódio de Vettel em Silverstone, terceiro lugar, depois, atrás de Lewis Hamilton e Nico Rosberg, a dupla da Mercedes, foi atribuído à chuva. Enquanto o asfalto esteve seco, Felipe Massa e Valtteri Bottas, da Williams, além de estarem na frente de Vettel e Raikkonen eram bem mais velozes.
Sebastian Vettel com as bandeiras da Ferrari e da Itália após vitória no GP da Hungria de Fórmula 1 2015 (Foto: Getty Images)Vettel com as bandeiras da Ferrari e da Itália após vitória no GP da Hungria de Fórmula 1 2015 (Foto: Getty Images)
Mas o resultado deste domingo no Circuito Hungaroring é insofismável. Arrivabene lembrou, em resposta aos críticos: “Depois de ultrapassarmos os carros da Mercedes na largada, nós abrimos boa diferença deles”. Os números lhe dão razão. Na décima volta, por exemplo, Vettel liderava com Raikkonen em segundo. Hamilton caiu da pole para o nono lugar e Rosberg, do segundo lugar no grid para o terceiro. E entre Vettel e o primeiro Mercedes, de Rosberg, a diferença era de 5 segundos e 977 milésimos. De Raikkonen para Rosberg, 3 segundos e 361 milésimos.
“A equipe está unida, com os pés no chão e trabalhando muito”, afirmou Arrivabene. Claramente sentia-se desconfortável com o que leu nas semanas anteriores a respeito da Ferrari, tida já como carta fora do baralho na temporada. “Quando assumi o time, disse que nossa meta, este ano, era ganhar duas corridas. Esta foi a décima do ano e já atingimos o planejado. Restam ainda nove pela frente. E nessas nove viveremos fins de semana difíceis como os de Barcelona e Silverstone e outros como o daqui em Budapeste.”
Suas palavras não deixam dúvida de que a meta foi alterada. Arrivabene entende ser possível conquistar mais das duas vitórias. A primeira havia sido no GP da Malásia, segundo do ano, dia 29 de março, sob calor intenso. E neste domingo a temperatura esteve amena: 22 graus. O asfalto, 42.

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