Bahia começa a juntar os cacos após fracasso e passa à final do
Baiano em jogo de vaias e susto
Tricolor bate o Juazeirense, mas mostra que ferida com queda na Libertadores pode demorar a sarar
Os protestos no início e as vaias
ao fim da semifinal do Campeonato Baiano contra o Juazeirense, no último
sábado, reforçaram que o Bahia lida com grande pressão
após a eliminação da Libertadores em duelo diante
do O'Higgins, na segunda fase prévia do torneio.
O Tricolor chegou a abrir três gols de vantagem e esfriar a
chateação dos torcedores na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, mas as duas bolas
nas redes sofridas, além do risco de nova disputa de pênaltis nos minutos
finais - aliviado apenas após Sanabria definir o 4 a 2 -, trouxeram nova
irritação. Além de
juntar os cacos com bons resultados, o Esquadrão precisa de tempo e de controle
emocional para retomar a sintonia com a arquibancada.
Fora da Libertadores e com jogo do Brasileirão marcado apenas
para 11 de março (Ba-Vi da quinta rodada), Rogério Ceni mandou a campo o que
tem de melhor à disposição, a mesma escalação titular da eliminação diante do O'Higgins.
Time do Bahia contra o Juazeirense: Ronaldo;
Roman Gomez, Gabriel Xavier, Ramos Mingo e Luciano Juba; Caio Alexandre, Jean
Lucas e Everton Ribeiro; Ademir, Erick Pulga e Willian José.
Foi apenas o segundo jogo do time titular neste estadual, mas
com um ambiente completamente diferente. Pela primeira vez após a briga contra
o rebaixamento, em 2023, os jogadores do Bahia viveram a chateação das
arquibancadas de forma mais contundente.
Torcida
do Bahia protesta contra time e Ceni em primeiro jogo após eliminação
A torcida protestou contra os atletas e Rogério
Ceni, um reflexo claro da indignação com o fracasso no torneio
internacional. Ainda
assim, o Tricolor fez um jogo de amplo domínio sobre o Juazeirense e sem sustos.
Os atletas inicialmente pareceram nervosos com a instabilidade
da torcida, mas o gol de pênalti marcado por Willian José, aos 23 minutos,
acalmou o ambiente. Ainda deu tempo para Erick Pulga, após boa jogada pelo
centro do campo, ampliar.
Jogo resolvido? Não quando se trata de um Bahia emocionalmente
abalado após vexame na competição mais importante do ano. Acevedo cometeu erro
no meio de campo, em lance que lembrou a falha de Ademir contra o O'Higgins, e
Bino descontou para o Juazeirense, aos 32 minutos.
Dez minutos depois, foi a vez de Willian José cometer falha ao
errar passe na saída para o ataque e ver Vitinho marcar um golaço de fora da
área. A redução da vantagem foi um dedo na ferida dos torcedores e subiu a
pressão das arquibancadas, mas Sanabria balançou a rede nos minutos finais para
trazer um alívio e confirmar a classificação.
Classificação sob pressão e com um leve susto, mas justa para o Bahia. A final do Campeonato Baiano será disputada no próximo fim de semana, e a confirmação do bicampeonato pode reduzir danos, mas a mágoa gerada pela eliminação da última quarta-feira ainda vai demorar de sarar.

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