Pior final da história? Ranqueamos todas as decisões das Copas e elegemos a melhor e a mais esquecível
Do Maracanazo à agonia de 2026, Que
Jogo É Esse avaliou as 23 partidas que decidiram o título mundial para escolher
a melhor e a pior de todas
RESUMO
A final entre Espanha e Argentina
deixou uma impressão difícil de afastar. Durante quase duas horas, uma seleção
controlou a bola sem transformar o domínio em espetáculo, enquanto a outra
chegou ao fim dos 90 minutos sem finalizar. O gol espanhol apareceu tarde,
quase como uma reparação, mas não salvou a partida da pergunta que surgiu ainda
no estádio: acabávamos de assistir a uma das piores finais da história das
Copas? Antes mesmo de saber que final seria assim, assistimos a todas as decisões
com imagens disponíveis, buscamos registros, relatos e textos sobre as mais
antigas e submetemos as 23 a uma mesma régua. O resultado é esta lista, da pior
para a melhor.
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AS CINCO PIORES
23º: Alemanha Ocidental 1 x 0
Argentina, 1990 — 11 pontos
22º: Espanha 1 x 0 Argentina,
2026 — 12 pontos
21º: Alemanha 1 x 0
Argentina, 2014 — 13 pontos
20º: França 4 x 2 Croácia,
2018 — 13 pontos
19º: Espanha 1 x 0 Holanda,
2010 — 15 pontos
INTERMEDIÁRIAS
18º: Itália 1 x 1 França,
2006 — 15 pontos
Zidane marcou de cavadinha, Materazzi
empatou e os dois se reencontraram da maneira mais improvável na prorrogação. A
cabeçada do francês no peito do italiano transformou uma partida apenas
razoável numa das finais mais reconhecíveis da história, antes da vitória
italiana nos pênaltis.
17º: Brasil 3 x 1
Tchecoslováquia, 1962 — 15 pontos
A Tchecoslováquia saiu na frente, mas
Amarildo empatou dois minutos depois e o Brasil controlou a decisão no segundo
tempo. Zito e Vavá completaram a virada que confirmou o bicampeonato mesmo sem
Pelé, lesionado desde o início daquela Copa.
16º: França 3 x 0 Brasil,
1998 — 16 pontos
A França produziu uma atuação segura e
histórica, mas o colapso brasileiro eliminou cedo o equilíbrio da final. Os
dois gols de Zidane e o mistério em torno da convulsão de Ronaldo deram àquela
noite um peso que o jogo, isoladamente, não sustentaria.
15º: Brasil 0 x 0 Itália,
1994 — 17 pontos
Foi a primeira final decidida nos
pênaltis e também a única que terminou sem gols depois de 120 minutos. O calor,
o cansaço e o medo limitaram o futebol, mas Taffarel, Romário e a cobrança de
Baggio sobre o travessão produziram imagens que atravessaram gerações.
14º: Brasil 2 x 0 Alemanha,
2002 — 17 pontos
Brasil e Alemanha fizeram uma final
correta, equilibrada durante boa parte do tempo e decidida quando Oliver Kahn
falhou pela primeira vez naquela Copa. Ronaldo marcou duas vezes e completou
uma das maiores histórias de redenção do futebol, quatro anos depois do trauma
de Paris.
13º: Itália 4 x 2 Hungria,
1938 — 19 pontos
Itália e Hungria produziram seis gols,
mas os italianos chegaram ao intervalo vencendo por 3 a 1 e administraram a
vantagem. Silvio Piola e Gino Colaussi marcaram duas vezes cada, e Vittorio
Pozzo tornou-se o único treinador bicampeão mundial.
12º: Itália 3 x 1 Alemanha
Ocidental, 1982 — 20 pontos
O primeiro tempo terminou sem gols e
teve um pênalti desperdiçado por Cabrini, mas a Itália tomou conta da decisão
depois do gol de Paolo Rossi. A corrida descontrolada de Marco Tardelli após
marcar o segundo tornou-se maior do que a própria partida.
11º: Brasil 5 x 2 Suécia,
1958 — 20 pontos
A Suécia abriu o placar, mas logo foi
atropelada por um Brasil que parecia apresentar ao mundo uma maneira diferente
de jogar. Garrincha criou, Vavá marcou duas vezes e Pelé, aos 17 anos, fez
outros dois, chorou ao fim e começou ali a construir sua relação com a
eternidade.
10º: Itália 2 x 1
Tchecoslováquia, 1934 — 21 pontos
A Itália ficou a nove minutos de perder
a Copa em casa, empatou com Raimundo Orsi e venceu na prorrogação com Angelo
Schiavio. O roteiro é extraordinário, embora a falta de imagens completas e o
uso político do Mundial por Benito Mussolini tornem essa final difícil de
avaliar apenas pelo futebol.
9º: Argentina 3 x 1 Holanda,
1978 — 22 pontos
Kempes abriu o placar, a Holanda
empatou perto do fim e Rensenbrink acertou a trave no último lance do tempo
normal. Na prorrogação, Kempes apareceu novamente e a chuva de papel picado no
Monumental recebeu a primeira Argentina campeã mundial.
8º: Alemanha Ocidental 2 x 1
Holanda, 1974 — 22 pontos
A Holanda marcou de pênalti antes que a
Alemanha tocasse na bola, mas os anfitriões responderam com Breitner e Gerd
Müller ainda no primeiro tempo. Cruyff perdeu a final, Beckenbauer levantou a
taça e o futebol total entrou para a história sem conquistar o mundo.
7º: Uruguai 4 x 2 Argentina,
1930 — 22 pontos
A primeira final da história já teve
rivalidade, discussão sobre qual bola seria usada e uma virada. A Argentina
venceu o primeiro tempo por 2 a 1, mas o Uruguai marcou três vezes depois do
intervalo e inaugurou em casa a lista dos campeões mundiais.
6º: Brasil 4 x 1 Itália, 1970
— 22 pontos
O placar sugere uma goleada simples,
mas a Itália sustentou o empate até os 21 minutos do segundo tempo. O que veio
depois foi uma demonstração: Gérson, Jairzinho e Carlos Alberto marcaram, Pelé
comandou e o Brasil ficou definitivamente com a Jules Rimet.
AS CINCO MELHORES
5º: Inglaterra 4 x 2 Alemanha
Ocidental, 1966 — 23 pontos
4º: Argentina 3 x 2 Alemanha
Ocidental, 1986 — 23 pontos
2º: Alemanha Ocidental 3 x 2
Hungria, 1954 — 24 pontos
2º: Uruguai 2 x 1 Brasil,
1950 — 24 pontos
1º: Argentina 3 x 3 França, 2022 — 24 pontos

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