Os caminhos para o Brasil: Noruega mostra defesa frágil e problemas com laterais na Copa
Seleção norueguesa
tem 13 gols sofridos a mais do que a seleção japonesa no ciclo desde a Copa do
Mundo de 2022; lateral direita é questão recorrente - justamente por onde Vini
Jr. joga
A missão do
Brasil no próximo domingo, às 17h (de Brasília), será parar a dupla Erling
Haaland e Martin Odegaard, mas a tarefa da Noruega também não será das mais
fáceis. Com um ataque forte e temido, a adversária da seleção brasileira
tem na defesa o seu ponto mais fraco.
Para
comparação com o último adversário do Brasil antes das oitavas de final, a
Noruega apresentou, nos últimos anos, um desempenho defensivo muito inferior ao
do Japão. Desde a Copa do Mundo de 2022, no Catar, os japoneses, que dificultaram
a vida brasileira na segunda fase com uma defesa forte e fechada, disputaram 46
jogos e sofreram apenas 30 gols.
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Já a
Noruega, conhecida mundialmente por sua força ofensiva, sofreu com ataques
adversários. A seleção disputou menos jogos, apenas 38, e sofreu 43 gols, 13 a
mais do que o Japão. E a fragilidade defensiva, um problema também nesta Copa
do Mundo, ficou evidente na
vitória por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim, apesar da classificação para as
oitavas de final.
O recorte da Copa
Esta Copa do
Mundo tem sido mais uma amostra negativa do desempenho defensivo da Noruega.
Entre as já classificadas para as oitavas de final, a seleção é a que tomou
mais gols na fase de grupos. Foram sete nos jogos contra França, Senegal e
Iraque. Na segunda fase, levou mais um na vitória sobre a Costa do Marfim.
Esses
problemas quase complicaram a situação norueguesa na segunda fase da Copa do
Mundo. A Costa do Marfim, apesar da derrota, finalizou mais (14 contra nove),
acertou mais o gol (cinco contra quatro), infiltrou mais pelo corredor esquerdo
(21 contra 15) e pelo corredor central (seis contra cinco) e conseguiu 16
penetrações contra apenas cinco da Noruega.
Esses
números são estatísticas da Fifa que registram problemas defensivos do próximo
adversário do Brasil. E muitos deles pelos lados do campo, justamente por onde
a seleção brasileira construiu suas principais jogadas contra o Japão.
Como parar Vini Jr.?
O técnico
Staale Solbakken, inclusive, fez substituições no segundo tempo do jogo contra
a Costa do Marfim, enquanto vencia, para tentar diminuir o sofrimento norueguês
pelos lados. O treinador trocou os dois pontas, Nusa e Sörloth, por Bobb e
Schjelderup.
Mas não
surtiu efeito: logo depois, a Costa do Marfim, em uma de suas chegadas pelo
lado direito, conseguiu furar o bloqueio norueguês para empatar o jogo.
Os problemas
pelo lado têm atormentado a Noruega desde o início da Copa do Mundo. Pedersen,
titular da lateral direita contra a Costa do Marfim, foi também quem jogou
contra Senegal e França. Mas ele é o reserva da posição.
E o titular
seria um velho conhecido de Vini Jr., destaque do Brasil na Copa do Mundo.
Julian Ryerson lesionou a coxa na vitória sobre Senegal e ainda é dúvida para
enfrentar a seleção brasileira, mas ele já sofreu com o camisa 7.
Na final da
Champions League da temporada 2023/2024, entre Real Madrid e Borussia Dortmund,
Vini e Ryerson se enfrentaram. E o brasileiro levou a melhor. Foi sobre o
lateral da Noruega que o brasileiro aplicou um drible que ajudou os espanhóis a
conquistarem o título em Wembley.
Aos 27
minutos do segundo tempo, Vini Jr. recebeu na esquerda, passou o pé sobre a
bola e deu uma "caneta" em seu adversário. Em seguida, ele foi
desarmado e ganhou escanteio para o Real Madrid. O lateral que sofreu com o
camisa 7 da seleção brasileiro foi justamente Julian Ryerson. Na cobrança do
escanteio, Carvajal abriu o placar para os espanhóis.
Ao contrário
do que precisou superar diante do Japão, o Brasil deve ter mais espaço diante
da Noruega. O técnico Staale Solbakken, porém, ainda não deu nenhuma pista
sobre como vai escalar sua seleção nas oitavas de final.
– Vamos
falar mais adiante. Temos de deixar que as coisas se acalmem hoje e depois
vamos falar sobre isso. Mas agora eu gostaria de não analisar os próximos jogos
– disse.
A partida entre Brasil e Noruega será a quinta entre as duas seleções. A seleção norueguesa é a única que enfrentou os brasileiros mais de duas vezes e nunca perdeu: são duas vitórias e dois empates.

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