Holanda, Japão ou Suécia: quem pode ser o adversário do Brasil e quais são os riscos?
Definição de adversário da seleção acontece nesta quinta-feira, na última rodada do Grupo F
Muita matemática deverá ser feita hoje ao longo dos 90 minutos. A Holanda lidera o grupo com quatro pontos e tem pela frente o desafio mais tranquilo, teoricamente, já que pegará a Tunísia, um entre apenas cinco países a chegar à última rodada da fase de grupos já eliminado. Espera-se que ganhe. Já o Japão, empatado até no saldo de gols, tem pela frente um jogo com a Suécia (três pontos) com cara de confronto direto.
O confronto que um observador automático desejaria evitar tão precocemente é,
claro, com os holandeses. Além da tradição já conhecida e dos jogadores
talentosos, o time do técnico Ronald Koeman vem de uma goleada por 5 a 1 sobre
a Suécia em que demonstrou habilidade para construir pelos lados em velocidade
e finalizar por dentro — a fragilidade defensiva talvez seja o calcanhar de
Aquiles do trabalho de Ancelotti.
Mas não se pode menosprezar esta versão aprimorada da seleção
japonesa. Sob o comando de Hajime Moriyasu pela segunda Copa seguida, o time se
movimenta de forma inteligente, preza pela rapidez no jogo apoiado e pela
simplicidade no passe. Não à toa que o inglês Graham Potter, que comanda a
Suécia, evitou, em entrevista ontem, apontar destaques individuais no Japão e
preferiu ressaltar a qualidade de seu coletivo.
— Estou super impressionado com o Japão. Eles estão juntos há
muito tempo e sabem bem o que querem fazer — elogiou Potter.
A preocupação do técnico inglês não é à toa. Prestes a encarar um adversário de modelo de jogo azeitado, ele lida com inseguranças em seu próprio quintal. Após sofrer cinco gols da Holanda, a Suécia tem seu sistema defensivo sob escrutínio, e encontrar um jeito de torná-lo mais sólido virou quase um mantra de Potter.
Autoconfiança japonesa
Quem conhece bem o trabalho dos asiáticos e dos escandinavos não
tem dúvidas de qual deles pode representar uma pedra maior no sapato da seleção.
— O Japão já mostrou o que pode fazer contra times do nível do
Brasil e venceu o último jogo entre os dois. Talvez seja um adversário mais
difícil até que a Holanda — aposta Makoto Asahara, repórter do jornal sueco
Aftonbladet, com conhecimento sobre as seleções dos dois países. — O Brasil não
vai subestimar a Holanda, e existe uma chance de que Ronald Koeman superestime
este Brasil e escolha uma abordagem mais defensiva do que deveria.
Se, por um lado, existe a sensação na imprensa estrangeira de que
este é um Brasil mais acessível que outros do passado, por outro não há dúvidas
de que, entre encará-lo ou ao Marrocos, a segunda opção continua sendo mais
conveniente. Essa visão é ainda mais forte entre jornalistas japoneses
abordados pelo GLOBO.
Moriyasu, porém, prefere ficar em cima do muro e reforçar a
autoconfiança:
— Não sabemos que tipo de time vamos enfrentar na próxima fase,
mas o importante é que estejamos sólidos. Acredito que seríamos capazes de
lidar com qualquer time que vier.
Classificada em primeiro lugar de sua chave, a seleção
brasileira se tornou uma espectadora atenta do que acontecerá hoje, a partir
das 20h (de Brasília), nas partidas que definirão o destino do Grupo F. Entre
as tantas indefinições provocadas pelo novo formato do Mundial, há ao menos uma
certeza: Carlo Ancelotti e seus comandados enfrentarão no primeiro mata-mata a
segunda colocada dessa chave. Há três adversários possíveis: Holanda, Japão e
Suécia, e um deles é definitivamente mais palatável que os outros.
Muita matemática deverá ser feita hoje ao longo dos 90 minutos. A
Holanda lidera o grupo com quatro pontos e tem pela frente o desafio mais
tranquilo, teoricamente, já que pegará a Tunísia, um entre apenas cinco países
a chegar à última rodada da fase de grupos já eliminado. Espera-se que ganhe.
Já o Japão, empatado até no saldo de gols, tem pela frente um jogo com a Suécia
(três pontos) com cara de confronto direto.
O confronto que um observador automático desejaria evitar tão precocemente é,
claro, com os holandeses. Além da tradição já conhecida e dos jogadores
talentosos, o time do técnico Ronald Koeman vem de uma goleada por 5 a 1 sobre
a Suécia em que demonstrou habilidade para construir pelos lados em velocidade
e finalizar por dentro — a fragilidade defensiva talvez seja o calcanhar de
Aquiles do trabalho de Ancelotti.
Mas não se pode menosprezar esta versão aprimorada da seleção
japonesa. Sob o comando de Hajime Moriyasu pela segunda Copa seguida, o time se
movimenta de forma inteligente, preza pela rapidez no jogo apoiado e pela
simplicidade no passe. Não à toa que o inglês Graham Potter, que comanda a
Suécia, evitou, em entrevista ontem, apontar destaques individuais no Japão e
preferiu ressaltar a qualidade de seu coletivo.
— Estou super impressionado com o Japão. Eles estão juntos há
muito tempo e sabem bem o que querem fazer — elogiou Potter.
A preocupação do técnico inglês não é à toa. Prestes a encarar um
adversário de modelo de jogo azeitado, ele lida com inseguranças em seu próprio
quintal. Após sofrer cinco gols da Holanda, a Suécia tem seu sistema defensivo
sob escrutínio, e encontrar um jeito de torná-lo mais sólido virou quase um
mantra de Potter.
Autoconfiança japonesa
Quem conhece bem o trabalho dos asiáticos e dos escandinavos não
tem dúvidas de qual deles pode representar uma pedra maior no sapato da seleção.
— O Japão já mostrou o que pode fazer contra times do nível do
Brasil e venceu o último jogo entre os dois. Talvez seja um adversário mais
difícil até que a Holanda — aposta Makoto Asahara, repórter do jornal sueco
Aftonbladet, com conhecimento sobre as seleções dos dois países. — O Brasil não
vai subestimar a Holanda, e existe uma chance de que Ronald Koeman superestime
este Brasil e escolha uma abordagem mais defensiva do que deveria.
Se, por um lado, existe a sensação na imprensa estrangeira de que
este é um Brasil mais acessível que outros do passado, por outro não há dúvidas
de que, entre encará-lo ou ao Marrocos, a segunda opção continua sendo mais
conveniente. Essa visão é ainda mais forte entre jornalistas japoneses
abordados pelo GLOBO.
Moriyasu, porém, prefere ficar em cima do muro e reforçar a
autoconfiança:
— Não sabemos que tipo de time vamos enfrentar na próxima fase,
mas o importante é que estejamos sólidos. Acredito que seríamos capazes de
lidar com qualquer time que vier.

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