Bahia vai da tentativa de reconstrução ao fracasso em 12 minutos de pane contra o Coritiba
Tricolor abre o placar no Couto Pereira, mas leva três gols em início de segundo tempo desastroso
Por Tiago Lemos — Curitiba
A bola da vez no amargo cenário vivenciado pelo Bahia nos últimos dois meses é a derrota de virada para o Coritiba, na última segunda-feira, por 3 a 2. O time de Rogério Ceni ensaiou uma tentativa de reconstrução com bom primeiro tempo e estratégia interessante, mas ruiu na etapa final e sofreu três gols em um intervalo de 12 minutos. Agora, soma oito jogos sem saber o que é vencer, seis no Campeonato Brasileiro.
Rogério Ceni mandou a campo um time com quatro mudanças em relação à escalação do empate com o Grêmio. Roman Gomez foi a que mais chamou atenção, uma vez que voltou a ganhar minutos na lateral direita depois de dois meses.
As demais novidades foram Iago Borduchi, que substituiu o lesionado Luciano Juba na lateral esquerda; Jean Lucas, que aproveitou a suspensão de Erick para retornar ao meio de campo; e Sanabria, que ganhou a vaga no lado direito de ataque depois de ter entrado bem contra o Grêmio.
O Bahia fez um bom primeiro tempo no Couto Pereira e criou a maioria das chances de gols dos 45 minutos iniciais. O que fez a diferença foi a movimentação de Willian José como falso nove. O centroavante buscou a bola entre os zagueiros e os volantes e conectou boas jogadas.
Foi dele o passe para Iago Borduchi cruzar, e Sanabria perder o gol na primeira boa jogada do Tricolor. Na outra, o camisa 12 tocou para Erick Pulga (que tinha acabado de inverter de lado com Sanabria) abrir o placar em tentativa de passe pela direita que desviou e foi direto para a rede.
Além do bom funcionamento das conexões pelo centro por meio de Willian José, o Bahia foi bem pelo lado esquerdo de ataque, principalmente graças a Iago Borduchi, que chegou a acertar a trave em chute de primeira.
Na defesa, o único problema foi um contra-ataque puxado por Breno Lopes que exigiu boa defesa de Léo Vieira antes de o goleiro sair machucado para a entrada de João Paulo, algo que seria crucial para o resultado negativo.
Doze minutos de pane
Os primeiros minutos da segunda etapa logo mostraram que a mudança forçada no gol foi ruim para o Bahia, que sofreu empate em lance de pane aérea e de posicionamento errado de João Paulo dentro da baliza. Vale ressaltar que Acevedo também havia tomado decisão errada na origem da jogada concluída por Bruno Melo.
O goleiro também se atrapalhou ao espalmar bola que resultou em nova jogada de ataque e gol da virada do time paranaense.
O desastroso segundo tempo do Bahia ainda teve um terceiro gol sofrido aos 22 minutos em jogada de contra-ataque com inferioridade numérica do time baiano e reclamação de falta em Roman Gomez, ainda no campo de ataque. Foram 12 minutos de pane do Tricolor .
A bola na rede marcada por Everaldo em cobrança de bola parada de Everton Ribeiro foi o único acerto ofensivo da equipe de Rogério Ceni no segundo tempo, mas aconteceu muito tarde e serviu apenas para diminuir o prejuízo do saldo negativo.
A derrota teve defesa bastante vulnerável e deixou ainda mais claro que a pausa para a Copa do Mundo, a partir do próximo domingo, vai ser essencial para o Bahia, que tem no título do Campeonato Baiano o único acerto de 2026, foi eliminado precocemente da Libertadores e da Copa do Brasil, e tem descido a ladeira no Brasileirão - já é o oitavo colocado, com 23 pontos.
Antes do Mundial, porém, ainda há um jogo a ser disputado. Neste sábado, o Tricolor recebe o Botafogo, às 17h30 (de Brasília), na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, pela 18ª rodada. Uma última chance de vencer neste semestre já manchado por decepções.

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