Flamengo assumiu risco de não bater meta de vendas para segurar peças-chave; veja quem recebeu propostas
Clube, que tenta ser bicampeão brasileiro e da Libertadores em
dois anos seguidos, poderia ter alcançado previsão orçamentária com ofertas
recusadas na última janela; Fla tenta feito inédito
Por Thiago Lima — Rio de Janeiro
Flamengo se prepara para pegar o Santos na volta do Brasileirão
Três jogadores considerados titulares tiveram na mesa propostas
oficiais entre junho e julho. A Roma, da Itália, ofereceu 25 milhões de euros
(cerca de R$ 140 milhões) por Samuel Lino, conforme revelado pelo site
"Coluna do Fla" e confirmado pelo ge. O Besiktas, da Turquia, chegou com 10 milhões de euros fixos
(aproximadamente R$ 58 milhões) por Léo Pereira. E na
Inglaterra, o Aston Villa propôs 9 milhões de euros (pouco mais de R$ 53 milhões na
cotação da época) por Emerson Royal, que vem sendo o
titular da equipe na Libertadores.
Mas a decisão da diretoria foi não abrir mão de peças
consideradas importantes e assumir o risco financeiro para tentar buscar um
feito inédito: conquistar o bicampeonato brasileiro e da Libertadores em dois
anos seguidos. O Flamengo é o líder da Série A faltando 10 rodadas
para o fim e está na semifinal do torneio continental.
Além de Lino, Léo Pereira e Royal, o Flamengo também recusou duas propostas, cada uma
de 10 milhões de euros (cerca de R$ 58 milhões), por João Victor: uma do Grupo City e outra do Parma, da Itália. Diferentemente do trio, o
zagueiro de 19 anos ainda é pouco aproveitado no time principal. A diretoria
decidiu não vendê-lo por acreditar que o jovem tem potencial para jogar no
profissional no futuro e se valorizar no mercado.
Em caso de título da Libertadores, o Flamengo lucraria cerca de R$ 90 milhões a mais do
que o orçado para o torneio, valor suficiente para cobrir a diferença na meta
não batida de vendas. Por outro lado, um eventual rombo financeiro, aliado ao
risco de perder o seu patrocinador master, pode forçar o clube a negociar
jogadores importantes do elenco logo no início de 2027.
— Nós estamos a trabalhar sobre vários cenários. Isso vai ter implicação em todo o planejamento do futebol. Nos piores cenários, podemos ter que ir para a venda de jogadores e a não reposição. Pode acontecer termos que vender os jogadores para termos esse dinheiro para pagarmos os compromissos que temos. Porque nós não vamos ficar devendo esse dinheiro que temos que pagar, até porque depois tem implicações, transfer bans e essas coisas todas — disse o diretor de futebol José Boto, em entrevista coletiva na semana passada no Ninho do Urubu.

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