Especulado na Seleção Brasileira, Ancelotti vê cargo balançar após derrota para o Valencia; entenda
Por Thiago Tolentino
Carlo Ancelotti vive um momento de instabilidade no comando do Real Madrid. A derrota para o Valencia no último sábado (5), encerrando um tabu de quase 20 anos sem perder para o adversário, somada a atuações apagadas contra Leganés e Real Sociedad, acendeu o sinal de alerta na cúpula merengue. Segundo o jornalista Joaquín Maroto, do jornal espanhol AS, o desempenho recente da equipe levantou dúvidas sobre a continuidade do técnico italiano, que tem contrato até junho de 2026.
De acordo com a publicação, decisões estratégicas têm sido motivo de questionamento interno. As críticas vão desde escolhas táticas, como o uso de Tchouaméni na zaga em vez de dar chances ao jovem Asencio, até a insistência em nomes como Lucas Vázquez, criticado pelo desempenho defensivo, e Modric, em detrimento de jovens como Fortea e Arda Güler. Outro ponto de insatisfação é a pouca utilização de Endrick, destaque nas partidas da Copa do Rei.
Também pesa contra Ancelotti a decisão de manter Vinicius Júnior como cobrador oficial de pênaltis, mesmo com Kylian Mbappé — próximo de chegar ao seu 40° gol — sendo visto como alternativa mais segura, especialmente após sua performance na final da Copa do Mundo de 2022, onde converteu todas as três penalidades que cobrou.
Apesar das críticas, o Real segue vivo nas três principais competições: está na final da Copa do Rei, nas quartas da Liga dos Campeões — após classificação suada nos pênaltis contra o Atlético de Madrid — e ocupa a vice-liderança de La Liga, quatro pontos atrás do Barcelona, adversário direto em confronto marcado para este sábado (11).

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